
O Governo do Amazonas realizou o pagamento de R$ 3 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), referente à parcela de agosto do custeio do Passe Livre Estudantil da rede estadual.
O repasse ocorreu em meio à ameaça de paralisação dos rodoviários em Manaus e coloca em dúvida a versão apresentada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, sobre a suspensão da greve.
Segundo os registros do pagamento, o recurso foi transferido antes do anúncio de que a paralisação havia sido suspensa após uma suposta atuação da Prefeitura de Manaus para garantir o pagamento de uma parcela que seria de responsabilidade do Estado.
O pagamento foi realizado por meio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), com registro no Portal da Transparência por meio da ordem bancária nº 20260B0196482.
Governo já havia repassado R$ 18 milhões
Em julho, o Governo do Amazonas também havia realizado um repasse de R$ 18 milhões ao Sinetram, correspondente a seis meses de custeio do Passe Livre Estudantil da rede estadual, entre fevereiro e julho.
Com o novo pagamento de R$ 3 milhões referente a agosto, os repasses mencionados chegam a R$ 21 milhões.
A nova transferência ocorreu justamente em meio à ameaça de paralisação anunciada por Givancir Oliveira. Inicialmente, a mobilização estava relacionada ao pagamento dos salários dos trabalhadores pelas empresas de transporte.
Posteriormente, o sindicalista afirmou que a greve havia sido suspensa depois que o prefeito de Manaus, Renato Junior, teria assumido o pagamento de uma parcela atribuída ao Governo do Amazonas.
A cronologia dos pagamentos, no entanto, mostra que o Estado já havia realizado o repasse de R$ 3 milhões antes do anúncio da suspensão da paralisação.
Disputa envolve transporte coletivo
A situação aumentou a tensão entre Prefeitura de Manaus, Governo do Amazonas, empresas de transporte e representantes dos trabalhadores.
A ameaça de paralisação também gerou preocupação entre os usuários do transporte coletivo, principalmente trabalhadores que dependem das linhas que atendem o Distrito Industrial.
O episódio ocorre ainda em meio ao cenário político de 2026, colocando novamente o sistema de transporte coletivo de Manaus no centro do debate público.







