O que era para ser apenas um teste de intertemporada no Algarve, em Portugal, transformou-se em um duelo de alta voltagem. A vitória do Flamengo sobre o Benfica ficou em segundo plano diante do clima de extrema hostilidade que cercou o meia argentino Gianluca Prestianni.
A atuação do jovem jogador e a postura implacável dos atletas e da torcida rubro-negra repercutiram fortemente nos principais veículos de comunicação de Portugal, que destacaram o clima de “perseguição” sofrido pelo atleta em campo.
O reencontro com a polêmica
Prestianni entrou no gramado ainda no primeiro tempo para substituir o lesionado Jaden Umeh, mas sua presença logo mudou o tom da partida. O argentino carrega um histórico recente de atrito com a torcida brasileira: no início do ano, ele foi punido após acusações de racismo contra o atacante Vinicius Jr. em uma partida da Liga dos Campeões.
Esse pano de fundo transformou o amistoso em um caldeirão. Assim que pisou no campo, o meia passou a ser vaiado massivamente pelos torcedores do Flamengo presentes no estádio a cada toque na bola.
O “comitê de boas-vindas” em campo
A pressão não veio apenas das arquibancadas. Em campo, os jogadores do Flamengo demonstraram que o jogo não tinha nada de amistoso. A imprensa portuguesa, liderada pelo renomado diário Record, criticou o excesso de força nas divididas contra o jovem do Benfica.
O lateral Emerson Royal foi o primeiro a deixar claro o tom da marcação, recebendo o argentino com uma entrada dura no corredor esquerdo de ataque do Benfica. Pouco tempo depois, o volante Erick Pulgar repetiu a dose com uma rasteira forte na mesma zona do campo, o que obrigou o árbitro Fábio Veríssimo a mostrar o primeiro cartão amarelo do jogo e gerou uma enorme confusão entre as comissões técnicas.
“O jovem argentino tem sido alvo de entradas muito duras por parte dos jogadores do Flamengo e de assobios dos adeptos do Mengão sempre que é chamado a intervir. Há poucos minutos em campo, Emerson Royal fez questão de ‘receber’ Prestianni de forma bem calorosa, com uma entrada dura no corredor esquerdo do ataque encarnado.” — Jornal Record, de Portugal
Clima quente nos bastidores
As faltas duras e consecutivas no camisa 25 do Benfica inflamaram o banco de suplentes da equipe portuguesa e irritaram profundamente os adeptos encarnados presentes. O confronto, que deveria servir como um laboratório tático para as equipes, acabou servindo como prova de que a rivalidade e o nervosismo podem ditar o ritmo mesmo nos cenários mais informais do futebol europeu.







